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Quem não deve não teme...
todos os dias algo de novo, de diferente acontece...



Num dia de verão, sentado numa soleira de porta, estava um jovem a observar o movimento. As pessoas passavam apressadas, imbuídas do stress diário e de vidas rotineiras. Almas solitárias, perdidas num tempo em que foram felizes, desencontradas de si. Eis que se aproxima uma rapariga. Os cabelos castanhos emanavam uma doce fragrância. Vento levanta o véu e deixa a descoberto um olhar que buscava o do rapaz. Naquele momento o tempo parou e ambos se beijaram.
Hoje o jovem rapaz senta-se dia após dia, ano após ano à soleira da porta à espera que a rapariga passe… Envolto em lágrimas, canta uma canção onde uma rapariga o beijou e amou…

Acordou sobressaltado, como se o corpo dela ainda estivesse a seu lado. Nos lençóis ainda havia a doce fragrância do seu cheiro, que dominava todo o seu olfacto. Era como se ela ainda permanecesse ali a seu lado, numa doce tranquilidade, salva de todo o mal do mundo. Ao longe repetidamente soava o som do chamamento… Acordou… Não passou de um sonho… De um momento de felicidade virtual…
